9 de agosto de 2016

Viúva de Roberto Silveira doa relíquias para o Memorial

'O Norte Fluminense', sábado, 6 de agosto de 2016
Viúva de Roberto Silveira doa relíquias para o Memorial




Ismélia Saad (esquerda) doou relíquias ao Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, acompanhada de sua irmã Mariam Saad Sauma e a filha Dora Silveira



Ismélia Silveira, a viúva de Roberto Silveira, e nossa eterna primeira dama, doou, na manhã deste sábado, relíquias para o Memorial Governadores Roberto e Badger SIlveira, que será inaugurado amanhã, às 13h, no Sítio Rio Preto, Calheiros. Entre as mesmas, consta um terno que pertenceu a Roberto Silveira, relógio, canetas, medalhas e livros. Doou também, uma foto sua com o Papa João Paulo II.
  
Cine Monte Líbano, construído pelo libanês Merhige Hanna Saad, com capacidade para mil pessoas,  e hoje, desativado, marcou gerações


Dora Silveira emocionou-se com a tia Mariam Saad Sauma, no interior do antigo Cine Monte Líbano

Acompanham Ismélia em Bom Jesus, sua irmã Mariam Saad Sauma e a filha Dora Silveira, que se emocionou ao adentrar ao salão do Cine Monte Líbano, hoje desativado, com capacidade para mil pessoas, construído por seu avô, o libanês Merhige Hanna Saad.
  
Ismélia doou também uma foto com o Papa João Paulo II, observado pelo filho Jorge Roberto Silveira


O ÚLTIMO ENCONTRO ENTRE BADGER SILVEIRA E O AMIGO NENECO

'O Norte Fluminense', quarta-feira, 27 de julho de 2016
O ÚLTIMO ENCONTRO ENTRE BADGER SILVEIRA E O AMIGO NENECO


Em relação ao último encontro entre o ex-governador Badger Silveira e Neneco, o amigo de infância de Roberto e Badger Silveira, Georgina dos Santos, a viúva de Neneco, conta como foi o último encontro entre ambos: "recordo-me do dia em que  Badger Silveira apareceu no sítio, acompanhado de vários jornalistas. Neneco, embora com problemas de saúde, reconheceu imediatamente a voz de Badger que colocou-o de pé, na sala, para tirarem fotos. Em seguida, sentados na poltrona, com o diploma de vereador de Neneco na parede, obtido na época de Roberto Silveira, se abraçaram e Neneco chorou por muito tempo".



  

Georgina de Oliveira Santos e, na parede, o diploma de vereador de Manoel de Araújo Santos, o Neneco, pelo PTB. Nesta poltrona, Neneco e Badger se abraçaram no último encontro entre ambos, no Sítio Rio Preto

AUTOBIOGRAFIA DE BADGER SILVEIRA

sexta-feira, 22 de julho de 2016
AUTOBIOGRAFIA DE BADGER SILVEIRA REVELA SURPREENDENTE ATUALIDADE






Autobiografia do ex-governador Badger Silveira: surpreendente atualidade


O ex-governador Badger Silveira deu início, certa vez, à sua autobiografia, escrevendo até o quinto capítulo, em que relata, com detalhes, os meandros do golpe militar de 1964. Posteriormente, desistiu de finalizar a obra.


O Norte Fluminense recebeu, dos filhos do ex-governador, cópia desta autobiografia não finalizada, com adendos escritos à mão, que constitui material precioso para a história do estado do Rio de Janeiro e do Brasil, revelando fatos desconhecidos da historiografia oficial.

A atualidade dos escritos de Badger surpreende. Ele relata, por exemplo, na página 47, "a campanha de desmoralização contra mim, publicando diálogos que nunca travei... porque eu não usei a verba de publicidade do governo nos jornais".

Na página 48, Badger assinalou outro episódio em que um coronel exigiu sua renúncia: " - O senhor deve renunciar!... - Coronel... esta mão jamais assinará a renúncia. A renúncia é uma fraqueza e a confissão do que eu não fiz. Eu não renuncio em hipótese alguma".



  

Dia 7 de agosto, às 13h, inauguração do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, no Sítio Rio Preto, distrito de Calheiros, Bom Jesus do Itabapoana (RJ), onde nasceram os ex-mandatários

A 4ª PROPRIEDADE RURAL DE BOANERGES BORGES DA SILVEIRA

Do Jornal 'O Norte Fluminense'.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
A 4ª PROPRIEDADE RURAL DE BOANERGES BORGES DA SILVEIRA



São José do Calçado (ES)
Documento relativo ao Recenseamento de propriedades rurais realizado em São José do Calçado (ES), no dia 1º de setembro de 1920, descoberto pela advogada Lucília Stanzani, de Cachoeiro de Itapemirim (ES), revela que Boanerges Borges da Silveira, pai dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, foi proprietário, na época, da Fazenda São Sebastião.




Boanerges Borges da Silveira foi proprietário da Fazenda São Sebastião em São José do Calçado (ES), em 1920

Com isso, fica evidenciado que Boanerges foi proprietário de 4 (quatro) propriedades rurais. A primeira foi a Fazenda do Meio obtida por herança de sua esposa Maria do Carmo Teixeira. A segunda foi o Sítio Rio Preto, adquirido com a venda da Fazenda do Meio. A terceira, a Fazenda São Tomé, comprada através de empréstimo, todas localizadas em Bom Jesus do Itabapoana (RJ).

A relação de Boanerges com São José do Calçado está registrada no livro "ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO", de José Sérgio Rocha, Casa Jorge. Segundo a obra, Boanerges chegou a matricular o filho Badger em internato em colégio da cidade capixaba em 1930. Consta da obra:

"Com 17 anos de idade e um conto de réis no bolso, o bonachão Badger deixou o internato [em São José do Calçado(ES)] sem amarguras. A família passou sérios apertos e foi procurar emprego e tentar prosseguir os estudos em Niterói" (página 87)




Moacir Teixeira Rezende: Boanerges costumava vir a São José do Calçado


Por outro lado, o dentista Moacyr Teixeira de Rezende, radicado em São José do Calçado (ES), assevera que Boanerges costumava frequentar a cidade capixaba.

Nascido no dia 12/02/1930, na vila de Calheiros, distrito de Bom Jesus do Itabapoana, Moacyr é filho de Sebastião Vieira de Rezende e Jacyra Teixeira de Rezende. São cinco os irmãos: José (que foi prefeito de São José do Calçado), Clóvis (comerciante), Hélio (fiscal da receita, coletor estadual), Maria José e Maria Helena, professoras.

Waldir é casado com Cândida Almeida de Rezende, nascida na Fazenda do Jasper, tendo quatro filhos: Marco Antônio (CEF), Robison (dentista), Jeferson (Escelsa-Vitória) e Patrícia (ANAC), além de cinco netos.

Memória viva da história de São José do Calçado e da família Vieira de Rezende, Waldir assinalou que "os Rezende vieram do Arquipélago dos Açores. Lá, há 3 ilhas habitadas: a 1ª, a 2ª e a 3ª. As outras não tinham água potável".




Moacir Teixeira de Rezende e o livro de Airton Vieira de Rezende, escrito em 1930, sobre a genealogia da família Vieira de Rezende


Em relação a Boanerges, ele conta: "eu era criança e me lembro que Boanerges Borges da Silveira costumava vir a São José do Calçado visitar Francisca Rosa Teixeira de Rezende, conhecida como Chiquinha, que morava na Praça Teófilo Lobo, no centro da cidade. Ela era parente da esposa de Boanerges, Maria do Carmo Teixeira Silveira. Dr. Colombino Teixeira chamava dona Francisca de tia Chiquinha. Ele era inspetor da Educação Federal e fiscalizava escolas de São José do Calçado. Francisca era parente de Quinca Reis".



Francisca Rosa Teixeira de Rezende, prima de Maria do Carmo Teixeira Silveira, a Biluca, tinha como endereço a Praça Teófilo Lobo

"Recordo-me que, certa vez, o carro de Boanerges, ao passar por um pontilhão de madeira, na Volta Fria, foi surpreendido porque uma parte do pontilhão quebrou, fazendo com que o carro de Boanerges, com sua família, ficasse pendurado no pontilhão, até ser socorrido", finaliza.




Igreja Matriz de São José do Calç

ACERVO DE BADGER SILVEIRA DOADO AO MEMORIAL POR SEUS FILHOS

terça-feira, 12 de julho de 2016
CHEGA A BOM JESUS ACERVO DE BADGER SILVEIRA





Chegou ontem a Bom Jesus do Itabapoana, doado pelos filhos do ex-governador Badger Silveira, acervo com relíquias que comporão o acervo do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira.



Toalha de batismo de Badger Teixeira Silveira

Trata-se de inúmeras peças e documentos de grande valor histórico.




Peça de uma licoreira que pertenceu a Boanerges e Biluca, pais de Badger, Roberto, Zequinha, Dinah e Maria da Penha

O Memorial contará, também, com um terno que pertenceu a Roberto Silveira, entre outras relíquias.




Medalha comemorativa da prefeitura de Niterói, quando foi governada por Jorge Roberto Silveira, filho de Roberto e Ismélia Silveira


A inauguração do Memorial ocorrerá no dia 7 de agosto, às 13h, no Sítio Rio Preto, distrito de Calheiros, onde nasceram os ex-mandatários, dentro da programação do 7º Circuito Cultural Arte Entre Povos.


João Bosco Figueiredo Côgo  organizador do acervo do Memorial e os documentos raros de Badger Silveira, entre os quais, o Certificado de Reservista e a nomeação de Delegado de Polícia pelo interventor Ernâni do Amaral Peixoto, no dia 05/01/1945








Aparelho de jantar, presente dado por uma fábrica a Badger Silveira e sua esposa Renée, com as iniciais BS




ROBERTO E BADGER SILVEIRA VIVEM!

quinta-feira, 14 de julho de 2016
O APARELHO DE JANTAR DE BADGER E RENÉE SILVEIRA



Ana Maria Silveira



 Durante o governo, meu pai alugou o apartamento para um amigo. Quando retornamos, a casa ficou lotada, com umas 21 pessoas (aí já é outra historia!) e poucas louças. Minha mãe soube por uma amiga que no Barreto (Niterói) tinha uma fábrica de louças muito boas e baratas. Foi lá com meu pai.  Encomendaram tudo branco, que era mais em conta. Vinte e quatro peças de cada prato e xícaras.
Meu pai pagou com um cheque e o funcionário disse que avisaria para buscar, quando ficasse pronto.
Um dia chegou um Sr. forte, calvo, trazendo a encomenda. Meu pai o reconheceu, de quando morou no Barreto, ainda adolescente, e fizeram muita festa pelo reencontro. Aí ele disse:
 -Vim trazer sua encomenda!
Uns funcionários foram chegando com caixas e mais caixas com as louças.
 Quando começaram a abrir, minha mãe ficou encantada com a faixa amarela e a logomarca BS. Uma surpresa!
Quando abriram a sopeira, lá estava, todo rasgado, o cheque. Meu pai levou um susto e perguntou:
-Aconteceu alguma coisa com o cheque?
 -Aconteceu! Respondeu o amigo.- Eu o rasguei quando vi que era seu, Badger!!
 Acabou sendo um carinhoso presentão!


Ana Maria Silveira é filha do ex-governador Badger Silveira e Renée Silveira


 Aparelho de jantar doado a Badger Silveira e sua esposa Renée, com as iniciais BS, foi doado por seus filhos para o acervo do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira

13 de julho de 2016

DINAH SILVEIRA, A POETISA


 
Dinah Silveira
 Dinah Silveira nasceu no Sítio Rio Preto, distrito de Calheiros, filha de Boanerges Borges da Silveira e Maria do Carmo Silveira, a Biluca. Estudou em Colégio de Freiras em Campos dos Goytacazes (RJ).

Mudou-se, depois, para Niterói, onde trabalhou nos Correios.

Casou-se com Omar Bueno, General do Exército, e teve oito filhos. Gostava de escrever poesias e declamá-las nas reuniões de família, que chamava carinhosamente de "Silveirada". Costumava dizer, ainda, que "quando junta a Silveirada, há política e gargalhada".


DINAH SILVEIRA VIVE!

MARIA DA PENHA SILVEIRA RANGEL, A VOZ AGREGADORA

Maria da Penha Silveira Rangel
Nasceu no Sítio Rio Preto, distrito de Calheiros, filha de Boanerges Borges da Silveira e Maria do Carmo Silveira, a Biluca.

Estudou em Colégio de Freiras em Campos dos Goytacazes (RJ).

Posteriormente, mudou-se para Niterói, onde trabalhou nos Correios.

Casou-se com Geraldo Medina Rangel, com quem teve três filhos:

1) Altamiro José Silveira Rangel. Filhos: Gustavo Cardoso Silveira Rangel e Caio Cardoso Silveira Rangel;

2) Antônio Silveira Rangel. Filhos: Raquel Santarém Rangel, Lucas Rocha Rangel, Gabriel Rocha Rangel e Antônio Felipe Rocha Rangel;

3) Geraldo Silveira Rangel, casado com Maria Emília Pereira Pinho Rangel. Filhos: Yan Pinho Rangel e Giulia Alves Rangel

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Era pessoa agregadora e querida, sempre levando boas notícias para os familiares.


MARIA DA PENHA SILVEIRA VIVE!

Fonte: http://onortefluminense.blogspot.com.br/2016/07/maria-da-penha-silveira.html

RENÉE FERRAIOLO SILVEIRA, UM CORAÇÃO ONDE COUBERAM TODOS

 RENÉE FERRAIOLO SILVEIRA por Ana Maria Silveira em emocionante e singela matéria publicada no Jornal 'O Norte Fluminense', onde é articulista.
   
Renée Ferraiolo, em 1961
  
Nasceu Renée Braile Ferraiolo, em Resende-RJ, em 02 de dezembro de 1917. Seus pais, José Ferraiolo e Deolinda Braile Ferraiolo eram filhos de imigrantes italianos, que vieram para trabalhar nas lavouras de café. Acabaram todos migrando para o centro da cidade por não se adaptarem ao regime de semi escravatura e por terem, na grande maioria, suas profissões.

René foi muito bem-vinda ao mundo. Seus primos, primas, todos os familiares, falavam da sua Renéesinha com muito encantamento: “Era a criança mais querida, mais alegre, risonha e linda, a mais amorosa de todas!”.

Talvez, por ter sido a caçula da sua geração, era mimada por todos.

Diziam que quando ela foi para o Rio de Janeiro estudar deixou um imenso vazio.  Ficou sob o  regime de internato no Colégio Sacré Coeur de Marie, onde teve sua formação fundamental. Nesse período consolidou muitas amizades, que a acompanharam por toda a sua vida.

 
Renée, à esquerda, a menor, estudante do Colégio Sacré-Coeur de Marie - Rio de Janeiro, 
uniformizada juntamente com o pai José Ferraiolo e a irmã Egle. Foto de 1925
Sua marca era a generosidade.

Dotada de uma capacidade incomum para acolher a todos, não discriminava ninguém. Possuía um forte senso de dever e um espírito independente herdados dos avós anarquistas.

Logo deixou o colégio e retornou a Resende, foi ser auxiliar da sua tia Chiquinha, num consultório odontológico. Em seguida trabalhou no cartório do seu pai por longos anos e o substituiu como tabeliã. Nessa ocasião conheceu seu futuro marido, Badger Silveira, o novo delegado, encontro esse num momento de agitação na cidade.

Renée estava passeando por Campos Elíseos quando percebeu um grande aglomerado de pessoas em frente à loja de tecidos de um casal de poloneses recém chegados à cidade, que nem falavam ainda o nosso idioma. As pessoas, iradas com as notícias do afundamento do navio brasileiro pelos alemães, os confundiram, e resolveram depredar o imóvel do casal.

Indignada com a gratuita violência, a jovem Renée se pôs de braços abertos à frente de todos impedindo a selvageria e pediu para que um menino que por ali passava, fosse chamar o novo delegado, por todos ainda desconhecido. Quando Badger chegou, apresentou-se como tal. Pediu tranquilidade aos presentes num falar tão comovente que foi inesquecível para Renée.

Badger ficou impressionado com a coragem daquela jovem, enfrentando, sozinha, furiosos desconhecidos. Mais impressionado ainda ficou com a sua beleza. Dizia que nunca havia visto moça tão bonita e que se apaixonou perdidamente por ela desde então.

Casaram-se e iniciaram a vida em Resende. Pouco tempo depois, Roberto já estava em franca ascensão política. Decidiram ir para Niterói, pois poderiam acompanhar mais de perto os acontecimentos.
 
Renée e Badger, noivos, em Resende, em 1946
Toda a política dos Silveira passou a ser feita à Rua Lopes Trovão, 89. Renée sentia-se totalmente à vontade com toda aquela movimentação, pela qual já estava acostumada, pois seu pai, José Ferraiolo, havia sido prefeito de Resende durante 15 anos, acompanhando a presidência de Getúlio Vargas.
 
Maria Luíza (filha), Berenice (grande amiga), Cristina (filha) e Renée, em foto de 1960

Lá, constantemente, se reuniam Boanerges e os filhos. Não havia decisão partidária ou político-pessoal que os quatro não repassassem juntos, para chegarem à melhor solução. Às vezes entravam pela madrugada. Quando não chegavam a um consenso era comum o Roberto ou o Zequinha a chamarem, confiando na sua capacidade prática para resolver problemas:   “Comadrinha, você que tem experiência política, o que acha disso?”
Ou: “Renesinha, você que sabe tudo, qual a melhor solução?”

 
Badger Silveira, Renés Ferraiolo Silveira e os filhos José Roberto, Ana Maria, Maria Luiza e José Luis (gêmeos), Maria Cristina, Badger, José Fernando e Maria Tereza. Foto de 1962

Os filhos chegaram. Oito, no total.  Mas outros foram sendo acolhidos, e outros chegando e ficando, como a nossa Cecinha - Conceição de Maria Gama Pereira, o segundo anjo que Deus colocou na sua existência, a melhor filha que Renée teve.
 
Badger, governador, com Renée, em uma Escola Agrícola em Resende, idealizada e construída por Deolinda Ferraiolo, mãe de Renée, com o apoio da D. Darcy Vargas​. Foto de 1963
O primeiro anjo foi Idalina, ama-de-leite de Badger, nascida na fazenda São Tomé, em Bom Jesus do Itabapoana. Era a nossa amada Vó Preta, como fazia questão de ser chamada. Seu estar atenta a tudo permitia a Renée acompanhar Badger em todos os eventos.
 
Missa no Instituto Abel, em Niterói, comemorando as bodas, em abril de 1963

A eleição de Badger para governador reavivou em todos a  enorme esperança de realizar, no Estado, as obras que Roberto não pôde terminar.
 
Foto tirada em uma comemoração de aniversário de casamento​, no Palácio do Ingá. Da E para a D no primeiro plano: Cristina Silveira, filha de Edil e Berenice. Luninha Góes, a amiga Luísa, Renée, José Ferraiolo, pai de Renée, Badger, Deolinda Ferraiolo, mãe de Renée, Paula Jardim e Hugo, amigos, e o menino Marcelo Cruz.


 Renée, inesperadamente primeira-dama, montou uma pequena e eficiente equipe que conseguiu, em pouco tempo, atender a todos os municípios com obras sociais, eventos culturais, capacitação humana, como estimular as escolas agrícolas, e laser.
 
 Jorge Loretti ​em saudação ao aniversário de casamento no Palácio do Ingá

Um dos eventos que mais a animou foi participar da Feira da Providência a convite de D. Hélder Câmara, com a barraca do Estado do Rio de Janeiro. Seu esforço foi compensado, tendo sido uma das mais visitadas e, principalmente, por termos nos deliciado com a presença ímpar do amado D. Hélder, na ocasião do evento.

Muitos anos após a deposição de Badger pelo golpe militar, Renée ainda recebia visitas frequentes de funcionários do Palácio do Ingá. Levavam-lhe junto com flores e doces, afetuosos abraços e muitos jamais se esqueceram de cumprimentá-la pelos seus aniversários, natais ou viradas de ano.

Badger e Renée eram muito animados, estavam sempre juntos. Adoravam dançar, cantar, ir ao teatro, cinema ou comemorar qualquer coisa, com ou sem motivo. Suas festas juninas no sítio ficaram famosas, pois viraram casamenteiras. Os amigos  muito os admiravam pela afinidade, parceria e afetuosa cumplicidade.

Badger dizia que Renée, pela sua coragem, o impediu de ser sequestrado num episódio durante o golpe militar. Ela o segurou enquanto era levado preso por um grupo sinistro da Marinha, provavelmente do CENIMAR.  Gritou para seu irmão Roberto Ferraiolo para que avisasse o outro irmão, José Ferraiolo Filho, comandante. José comunicou-se com o então Ministro da Marinha, o almirante Augusto Rademaker que imediatamente enviou sua própria lancha que os recolheu e conduziu em segurança para o Ministério da Marinha.

Estava sempre pronta para defender seus semelhantes contra quaisquer injustiças. Católica devotadíssima.

Assim como Badger, foi uma filha, neta, irmã, esposa, mãe, avó, tia, prima, cunhada, nora, sogra, patroa e amiga maravilhosa. Igualmente destemida e desprendida dos bens materiais.
 
Renée Ferraiolo Silveira e Ruth Bueno, cunhada de Dinah, grandes amigas sempre


O genro Wagner Rocha bem a definiu no impresso do seu falecimento, em nove de novembro de 2005:

“ Renée Ferraiolo Silveira, um coração onde couberam todos.”

Ana Maria Silveira
21 de abril de 2016

Ana Maria Silveira é filha de Renée Ferraiolo Silveira e do ex-governador Badger Silveira



Sobre os filhos de Renée e Badger, todos naturais de Resende(RJ) e datas de nascimento:

José Roberto Ferraiolo Silveira : 05 de Janeiro de 1948
Ana Maria Ferraiolo da Silveira: 15 de Janeiro de 1949
Maria Luíza Ferraiolo, 02 de Outubro de 1950
José Luiz Ferraiolo Silveira (gêmeos): 02 de Outubro de 1950
Maria Cristina Silveira da Rocha: 23 de Maio de 1952
Badger Teixeira da Silveira Filho: 09 de Junho de 1956
José Fernando Ferraiolo Silveira: 08 de Janeiro de 1961
Maria Teresa Ferraiolo Silveira: 29 de Dezembro de 1961

José Roberto Ferraiolo Silveira, topógrafo, e Glicélia do Carmo Rodrigues. Filhos: Natália Poliana Rodrigues da Silva, mãe de Angelina Renée; Natasha Christina Rodrigues Silveira, estudante de Arquitetura; Arthur Felippe Rodrigues Silveira, vestibulando.

Ana Maria Ferraiolo da Silveira e José Jeremias de Oliveira Filho, professor da USP-Universidade de São Paulo. Filhos: Fabio Silveira de Oliveira, CGU- Controladoria Geral da União e Franciele Fernanda Borges de Oliveira (nora), administradora, e Aline Silveira de Oliveira, advogada pós-graduada em Direito Constitucional, mãe de Giuliana.

José Luiz Ferraiolo Silveira, artesão.

Maria Cristina Silveira da Rocha, formação:  turismóloga, do lar, casada com Wagner Neves Rocha, nascido em Niterói aos 26 de junho de 1939, formação antropólogo, professor da UFF aposentado. Pais de Gabriel Silveira da Rocha, nascido em Niterói aos 4 de janeiro de 1975, formação advogado, casado com Sabrina Antunes da Rocha.
Badger Silveira Filho, servidor público aposentado

José Fernando Ferraiolo Silveira, agrônomo.
Maria Luíza e
Maria Teresa Ferraiolo Silveira, falecida.

TROVA DE BADGER PARA RENÉE


"Eu nas contas sou um bamba,
 Faço tudo, arrumo bomba,
 Tendo a Renée ao meu lado!
 Do contrário eu me aperto
 Erro tudo, nada acerto,
 Fico todo encabulado..."


Carta de RENÉE FERRAIOLO SILVEIRA 
ao DR. LUCIANO AUGUSTO BASTOS,
diretor do Colégio Rio Branco, no dia 7 de agosto de 2000



 
"Prezado Senhor,
 Honrados pela homenagem e orgulhosos pelo fato de nosso inesquecível esposo e pai, Badger Teixeria da Silveira, ser tão carinhosamente lembrado por seus concidadãos, eu e meus filhos lamentamos a impossibilidade de comparecer à solenidade por razões de saúde e compromissos anteriormente assumidos. No entanto, agradecemos seu amável convite e esteja certo de que, em espírito, estaremos irmanados nesta festa exemplar em que bonjesuenses históricos servirão de modelo para as gerações futuras."


Canções que preparam a inauguração do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira



Grupo Musical Amantes da Arte
Lançamento do cd "Bom Jesus de corpo e alma"
Espaço Cultural Luciano Bastos em 07 de agosto de 2015.
O  cd  lançado no Espaço Cultural Luciano Bastos em 2015, em comemoração aos 25 anos do Grupo Musical Amantes da Arte , de Bom Jesus do Itabapoana (RJ), intitulado "Bom Jesus de Corpo e Alma",  contém duas faixas que fazem parte da preparação da inauguração do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira. Aprecie:

A canção dedicada a Roberto Silveira, composta logo após seu falecimento por Lusbelino Bovolenta, intitulada BOM JESUS DO ITABAPOANA, 




           BOM JESUS DO ITABAPOANA
Marcha dedicada à memória de Roberto Silveira.                 Autor: Lusbelino Bovolenta











E a canção SEMEANDO ESPERANÇAde autoria de Gino Martins Borges Bastos, dedicada a Boanerges Silveira, pai dos ex-governadores. 


                SEMEANDO PRIMAVERAS
     Homenagem a Boanerges Borges da Silveira.
           Autor: Gino Martins Borges Bastos












Em agosto de 2014, por ocasião do Lançamento da Pedra Fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, o Grupo Amantes da Arte fez esmerada apresentação. Na oportunidade causou grande emoção a singela interpretação da Marcha dedicada à Memória de Roberto Silveira. 

Grupo Musical Amantes da Arte - Canção - BOM JESUS DO ITABAPOANA
Lançamento da pedra fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira
Sítio Rio Preto - Agosto de 2014 
Grupo Musical Amantes da Arte
Lançamento da pedra fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira
Sítio Rio Preto - Agosto de 2014


Fonte: 
http://onortefluminense.blogspot.com.br/2016/07/cancoes-para-roberto-silveira-e.html
http://onortefluminense.blogspot.com.br/2015/08/tem-inicio-o-6-circuito-cultural-arte.html

8 de julho de 2016

Inauguração do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira: Dia 07 de agosto, no Sítio Rio Preto em Calheiros, Bom Jesus do Itabapoana.


No dia 07 de agosto, durante a programação do 7º Circuito Cultural Arte entre Povos, ocorrerá no Sítio Rio Preto, no distrito de Calheiros em Bom Jesus de Itabapoana (RJ), a inauguração do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira.
A construção de um Memorial em homenagem aos dois irmãos e à Silveirada faz parte do resgate da fase áurea do café na parte alta do município.


Dentro da programação destaca-se:
3ª Cavalgada Governadores Roberto e Badger Silveira, apresentação da Orquestra de Câmara da Escola de Música JEMAJ de Bom Jesus do Itabapoana, apresentação do Caxambu de Vargem Alegre (Cachoeiro de Itapemirim-ES), cujos antepassados vieram de nossa região, inauguração do Antiquário do Sítio Rio Preto, inauguração da loja de produtos da região e a inauguração do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, com a presença especial de Ismélia Silveira, viúva de Roberto Silveira.
Cavalgada Governadores Roberto e Badger Silveira – agosto de 2014

O Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira é uma construção coletiva, apoiada pela Associação de Amigos do Memorial Roberto e Badger Silveira, comunidade local, familiares dos homenageados, entre outros.

Membros da Silveirada, AAMGRBS entre outros participantes



7 de julho de 2016

Progredindo para a realização de um sonho.



UMA ROSA PARA O MEMORIAL GOVERNADORES ROBERTO E BADGER SILVEIRA
  

Nasceu uma rosa próxima à construção do prédio do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, na semana em que serão assentadas janelas e porta.




O cronograma para a inauguração do Memorial, no dia 7 de agosto, está sendo devidamente observado. Na próxima semana deve ocorrer a instalação elétrica, seguida de pintura e fixação do piso.
  
Todo o sacrifício empenhado nesta obra, que fará do Sítio Rio Preto um centro de desenvolvimento cultural da região, constitui um dever para com nossa rica história e com nossos heróis.
  


                                  ROBERTO E BADGER SILVEIRA VIVEM!

Leia mais aqui: http://onortefluminense.blogspot.com.br/2016/06/uma-rosa-para-o-memorial-gonvernadores.html

29 de maio de 2016

A organização do acervo do Memorial - João Bosco Figueiredo Côgo e Rita de Cássia Côgo

O munizfreirense João Bôsco Figueiredo Côgo, radicado em Guaçuí (ES), que mantém, com recursos próprios, o Museu da Saudade, nesta cidade capixaba, está alinhavando, com zelo, a organização do acervo do Memorial, com o apoio de sua irmã Rita de Cássia Côgo. 
João Bosco Figueredo Côgo e Rita de Cássia Côgo

"Estou preparando o acervo com base no livro ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO, do jornalista José Sérgio Rocha. Trata-se de uma grande história que merece ser conhecida por todos", diz Bôsco.



Você pode conhecer um pouco do Museu da Saudade na reportagem feita pelo Jornalismo de TV do estado do ES.
http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/12/colecionador-de-pecas-antigas-cria-museu-da-saudade-em-guacui-es.html

E aqui: 



A Obra - 21 de maio de 2016 - Mais uma etapa realizada


Mais uma etapa se concretiza para a construção dos primeiros 50 metros do prédio do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, que prevê ao final a construção de 200 m de área construída.
No dia 21 de maio a obra recebeu a lage. Amanhã - 30/05 inicia o trabalho de embolso externo.









17 de maio de 2016

Doações não param de chegar - Acervo crescendo

De acordo com matéria publicada pelo blog do jornal O Norte Fluminense o Memorial acaba de receber doações que farão parte do acervo. 

Dora e Márcia Silveira, filhas do ex-governador Roberto Silveira, doaram livros publicados pela Casa Jorge para o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira que será inaugurado no dia 7 de agosto.


Dentre os livros, consta  "ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO", consagrada biografia da glória de nosso município, de autoria do jornalista José Sérgio Rocha.


Faça você também a sua história presente! 

Como? 
1- Se tem objetos, recortes de revistas e jornais que possam fazer parte do acervo do memorial, 
avise-nos;

2- Torne-se sócio da Associação;

3- Concretize seu apoio financeiro para a construção da parte baixa do Memorial;                                         Ag:0178, CC:24328-8, Caixa Econômica Federal

4- Colabore com um dos itens indicados na lista que segue: a)100 sacos de cimento, b)10 m3 areia lavada, c)  20m3  brita, d) 3 (três) janelas, e) 1 (uma) porta.

Para quaisquer das ações acima,  entre em contato com Cintia de Oliveira Santos, diretora da entidade: (cinttianunes@gmail.com e 022-999989395).

As contribuições financeiras devem ser informadas por e-mail, para identificação do colaborador e para fins de registro do nome em placa que será fixada por ocasião da inauguração do Memorial.


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A obra - Alegria na 2ª semana de maio de 2016

É com orgulho que a AAMGRBS e a Diretora do Memorial Cintia Nunes anunciam: O mês de maio finalizará com motivos de alegria, a laje relativa aos primeiros 50 m2 ficará pronta dentro do cronograma, dando sequência à finalização desta primeira etapa que abrigará um acervo já conquistado, e será aberto à visitação a partir da inauguração no dia 7 de agosto, data esta que será considerada um marco, pois, terminada esta fase, serão iniciados todos os esforços para a implementação das demais etapas previstas.





Os primeiros 50m2 do Memorial, localizado no Sítio Rio Preto, distrito de Calheiros, deverá receber a laje nesta próxima semana, seguindo-se a colocação do piso, porta e janelas.

Fotos: O Norte Fluminense

Enghº. Paulo Sérgio do Canto Cyrillo
Foto: O Norte Fluminense


A planta do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, realizada gentilmente pelo engenheiro Paulo Sérgio do Canto Cyrillo,  prevê a construção de total de 200 m2. No projeto, o engenheiro fez questão de registrar :
                          "FILHOS DESTA TERRA!" 





As próximas etapas da construção prevê ainda um local para venda de produtos da região, que contribuirá para o desenvolvimento econômico do distrito, a instalação de um auditório na parte superior, permitindo-se diversas atividades culturais e palestras e ainda três apartamentos que servirão para a hospedagem dos descendentes de Roberto, Badger, Zequinha, Dinah e Maria da Penha Silveira. 



Planta do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira. Enghº. Paulo Sérgio do Canto Cyrillo
Fonte: O Norte Fluminense


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